sábado, 22 de outubro de 2011

De JK ao Regime Militar: passagens de uma história brasileira.

Governo de JK: 1955, JK é eleito pela coligação entre o PSD (Partido Social Democratico) e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). João Goulart era o seu vice. Oposição UDN (União Democratica Nacional). Teixera Lott garante a posse do presidente eleito. Plano de Metas. 30 metas. Crescimento industrial. Aumento da inflação, gastos com a construção da capital. Greve geral por aumento de salários para compensar a inflação. Em 1959, JK rompe com o FMI que condicionava os empréstimos a uma politica de contenção salarial e corte com gastos públicos. Crise econômica como herança para o próximo governo.

Governo de Jânio Quadros: Dobradinha Jan - Jan (Jânio e Jango) 1960, euforia desenvolvimentista, popularidade. UDN. O presidente faz pouco caso das diretrizes do partido e passa a agir de forma autônoma. Conflito. Renúncia. 1961. Crise política. Na verdade, a intenção de Jânio era de que os seus poderes fossem apliados que os udenistas recuassem. Era uma tentativa de pressionar  seus críticos, pois o seu vice, João Goulart, era visto com reservas pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira devido a sua ligação com as massas populares. (O fantasma do comunismo). Jango estava em viagem à China. Assume então o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. Forma-se a cadeia da legalidade com 104 emissoras de rádio sob a liderança de Leonel Brizola, com vistas a legalidade e à posse de Jango. Impasse político e preceitos constitucionais. Como solução instaura-se o parlamentarismo em 1961, aprovado pela Emenda Constitucional n° 4, na qual os poderes do presidente são reduzidos. Jango assume a presidência, Tancredo Neves assume o cargo de primeiro-ministro. Deposição de Jango. Regime militar.
Março de 1964, comício em apoio a João Goulart na Central do Brasil (RJ). Reação dos movimentos conservadores: Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Reuniu 300.000, apoio da Campanha da Mulher pela Democracia.

Golpe militar: 31 de março de 1964, apoio da UDN e PSD, empresários, proprietários rurais e classe média urbana para "dar combate ao comunismo e à corrupção". Doutrina de Segurança Nacional, teorias de guerras anti-subversivas, anti-revolucionárias ensinadas nas escolas superiores das Forças Armadas. Autoritarismo que privilegiava a autoridade do Estado em relação às liberdades individuais, e privilegiava a autoridade do Executivo em detrimento do Legislativo e do Judiciário. É característica com regime democrático a relação harmônica e equilibrada entre os poderes.

Mundo nos anos 60: 1965, Malcom X e o reverendo James Reeb foram assassinados. O movimento estudantil com plenas forças em todo o mundo saem às ruas em 1968. Em maio desse mesmo ano, estudantes franceses fizeram barricadas, os trabalhadores fizeram greve geral. Nos EUA os estudantes se recusaram a lutar no Vietnam, investiam contra a sociedade do consumo. O cartaz afixado nos muros da Sorbonne com os seguintes dizeres: "A revolução questionará não apenas a sociedade capitalista, mas a sociedade industrial. A sociedade de consumo tem que morrer de morte violenta. A sociedade da alienação tem que desaparecer da história. Estamos inventando um mundo novo e original. A imaginação está tomando o poder"

A partir de março de 1964, os militares começaram a governar através dos atos institucionais, que não estavam previsto na Constituição de 1946.Ao longo de Abril desse ano foram instaurados milhares de Inquéritos Policiais Militares (IPM), chefiados por coroneis, esses instrumentos serviam para apurar atividades consideradas subversivas ao Estado. Os miliitares governaram o país durante 21 anos. Cassaram JK, Carlos Lacerda, João Goulart, Jânio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizolla, Luís Carlos Prestes.
Em resposta à oposição feita pelos estudantes, foi instaurado o AI-5, tornando quase irrestrito o poder do Presidente General Costa e Silva, podendo cassar mandatos, suspender direitos políticos, demitir e aposentar juízes, acabar com a garantia do habeas corpus.

Interessante destacar que o AI-5 foi uma medida provocada pelo discurso do deputado Márcio Moreira Alves, feito no dia 3 de setembro, convocando a população a boicotar a para militar do dia 7 de setembro. O governo ofendido pediu licença ao Congresso para processá-lo, porém o Congresso rejeitou o pedido.

A produção cultural dos anos 60 espelhou-se no sentimento controvertido e plural da época. No Festival de música de 1968, Geraldo Vandré ficou em segundo lugar com "Caminhando", ganhou Chico Buarque com "Sabiá", porém essa musica foi a preferido do público que a cantou em uníssono no maracanãzinho.

Nascia o movimento tropicalista, pregando uma nova estética, a palavra de ordem era "A criatividade no poder", "Abaixo a cultura de elite". Os tropicalistas pregavam a mudança não por meio da política, mas por meio da crítica aos costumes e comportamentos. Roupas coloridas, cabelos longos, atitudes não convencionais, viver o "aqui e agora". Para saber mais clique aqui..

O post está mais extenso do que imaginei...Vamos dividir esse estudo brasileiro em partes.

Próximo tema: Henfil. O cartunista.

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